Atuação dos cães policiais
Os cães policiais, com até 300 milhões de receptores olfativos – contra os 5 a 6 milhões dos humanos, são peça estratégica nas operações de segurança em Brasília. Atuam pelo Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). São treinados para detectar drogas e armas, identificar explosivos e buscar e capturar criminosos.
Entre os caninos de destaque estão Paçoca, Xamã e Izzy, conhecidos por grandes apreensões de entorpecentes; Zang, que localizou drogas em um carro funerário; Scott, com histórico de apreensões de armas e drogas enterradas; Zaira, em buscas e capturas de criminosos; e Eros, que auxiliou na detecção de explosivos, incluindo as explosões perto do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024. A atuação ganhou visibilidade após uma operação em abril deste ano no Rio de Janeiro, onde um pastor-belga-malinois ajudou a localizar 48 toneladas de maconha, a maior apreensão da substância no Brasil.
Treinamento e renovação do plantel
O BPCães conta com 48 cães, incluindo 17 filhotes em treinamento. A seleção começa com avaliações ainda recém-nascidos, priorizando raças como pastor-alemão e pastor-belga-malinois por inteligência, resistência, coragem e versatilidade. O treinamento usa reforço positivo: associa odores a recompensas como brinquedos ou carinho, com substâncias controladas sem contato direto com os animais.
Segundo o subcomandante do batalhão, major Yuri Dezen, os cães começam o condicionamento por volta dos três meses de idade, em processo que pode durar até um ano e meio. Eles apoiam outras unidades em varreduras, identificação de explosivos, ocorrências com drogas e foragidos, e participam de trocas de experiências com forças de outros estados. A renovação do plantel é contínua, com aposentadoria aos 7 ou 8 anos. Depois, os animais são desligados do serviço e vão para lares com seus condutores ou são adotados pela comunidade.
