Edição Sábado, 25 de Abril de 2026 NOTíCIAS
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Distrito Federal: 29 casos de malária importados em 2025

O Distrito Federal registrou 29 casos importados de malária em 2025, segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF). Não há transmissão local da doença na capital federal. Todos os pacientes foram...

Distrito Federal: 29 casos de malária importados em 2025
lacendf foto breno esaki agência saúde df

O Distrito Federal registrou 29 casos importados de malária em 2025, segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF). Não há transmissão local da doença na capital federal. Todos os pacientes foram tratados e curados, sendo que sete precisaram de internação.

No total, a SES-DF investigou 110 casos prováveis e realizou 211 atendimentos, incluindo suspeitas e acompanhamento dos confirmados.

Os casos são de viajantes que estiveram na região amazônica, com destaque para áreas indígenas, e na África, principalmente Angola – onde ocorreu um surto em dezembro do ano anterior. “As ocorrências que aparecem no DF são de viajantes, pessoas que vieram da região amazônica, com destaque para áreas indígenas, e da África, principalmente de Angola”, afirmou Victor Bertollo, gerente de Epidemiologia de Campo da SES-DF.

São considerados suspeitos casos com histórico de viagem a regiões endêmicas e sintomas como calafrios, febre alta, dores de cabeça e musculares, aumento dos batimentos cardíacos e do baço. Bertollo ressaltou a importância de o DF manter atendimento especializado ininterrupto, mesmo sem transmissão local.

Dos 29 infectados, 19 residem no Distrito Federal e dez em outros estados: três de Goiás, três do Amazonas, um do Pará, um do Acre, um do Paraná e um de Santa Catarina. Todos foram diagnosticados na capital. As faixas etárias variam: dois idosos acima de 60 anos, um adolescente de 15 a 19 anos, uma criança de 5 a 9 anos e os demais adultos de 20 a 59 anos. Homens predominam, com 22 casos, contra sete mulheres. As ocupações incluem garimpeiros, servidores públicos, policiais, empresários, cineastas e geólogos.

A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium (P. vivax, P. falciparum, P. malariae, P. ovale, P. knowlesi e P. simium). A transmissão principal ocorre pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, conhecido como carapanã, mosquito-prego ou bicuda. Não há contágio direto entre pessoas, mas é possível por transfusão sanguínea, compartilhamento de agulhas infectadas ou da gestante para o bebê.

A rede de saúde do DF conta com uma equipe volante para atender suspeitas nas redes pública e particular. Os contatos para testes são: (61) 99145-6114 e 99221-9439. Confirmada a doença, o tratamento usa fármacos antimaláricos ou terapias combinadas, com acompanhamento até a cura.

Viajantes para áreas de risco devem consultar a Sala do Viajante no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) para orientações de prevenção. Quem retornou de regiões endêmicas nos últimos seis meses e apresentar sintomas deve procurar uma unidade de saúde e informar o destino da viagem.

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