Notícias

Neymar recusa grama sintética e põe vaga na Copa em risco

2 min de leitura
Neymar recusa grama sintética e põe vaga na Copa em risco
screenshot

O clássico entre Palmeiras e Santos no Allianz Parque terminou em 1 a 1, com mais de 40 mil torcedores presentes. O jogo foi intenso e movimentado, mas o que marcou a partida foi a ausência de Neymar. O jogador não estava lesionado nem suspenso. Ele não jogou por escolha própria.

O caso ganhou contornos maiores. Neymar desperdiçou mais uma chance de mostrar ao técnico Carlo Ancelotti que está em um processo de recuperação. Faltam poucos dias para a convocação, marcada para o dia 18 de maio. Cada minuto em campo pesa na avaliação. Ou deveria pesar.

Ao se recusar a jogar no gramado sintético, Neymar tirou do técnico o que mais importa neste momento: a observação direta. Ritmo, mobilidade, confiança e intensidade não são medidos em treinos fechados ou relatórios médicos. São medidos em jogo. E Neymar não esteve em campo.

É legítimo que um jogador se preserve. Mas também é inevitável que isso gere questionamento quando a decisão interfere na avaliação técnica em um momento decisivo. Ainda mais quando todos os outros jogadores entram em campo nas mesmas condições.

O episódio fica ainda mais relevante quando se considera a Copa do Mundo de 2026. A Fifa não permitirá gramados 100% sintéticos, mas adotará o modelo híbrido em vários estádios. Esse modelo é composto por grama natural reforçada com fibras sintéticas. Ou seja, não é o tipo de campo que Neymar vem evitando.

Surge então um cenário desconfortável. Se o argumento é risco físico, como Neymar reagirá diante de um gramado híbrido em uma Copa? Ele jogará normalmente? Imporá restrições? Selecionará partidas? Não é apenas uma dúvida teórica. É uma questão prática que pode impactar o planejamento da seleção.

No futebol de alto nível, adaptação não é diferencial. É obrigação. Neste momento, Neymar parece caminhar na direção oposta. O clássico passou. O Palmeiras segue na liderança. O Santos segue pressionado. E Neymar segue sendo assunto, mas mais uma vez fora de campo.

Nilson Tales Guimarães
Nilson Tales Guimarães

Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30…