Edição Quarta, 22 de Abril de 2026 NOTíCIAS
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40% das empresas adotarão IA agêntica até 2026

A visão da Inteligência Artificial como um “Google mais inteligente” ficou para trás com a rapidez das mudanças tecnológicas. O novo foco do mercado corporativo é a força de trabalho...

40% das empresas adotarão IA agêntica até 2026
Elemar Júnior, fundador da eximia.co

A visão da Inteligência Artificial como um “Google mais inteligente” ficou para trás com a rapidez das mudanças tecnológicas. O novo foco do mercado corporativo é a força de trabalho agêntica, que transforma a IA de ferramenta para um colaborador dinâmico. Ao contrário de modelos passivos, esses agentes podem interpretar comandos de voz, analisar dados complexos em planilhas e resolver tarefas burocráticas em plataformas como WhatsApp e Slack, se integrando ao cotidiano das empresas.

A mudança para um modelo em que a tecnologia age como um colega de trabalho tem base em projeções globais. Informações do Gartner mostram que, até o fim de 2026, 40% das grandes empresas do mundo terão estratégias definidas para usar forças de trabalho agênticas. A inclusão de agentes autônomos em decisões importantes representa uma virada, onde a autonomia tecnológica deixa de ser uma ideia do futuro para virar um ponto central para a competitividade e eficiência das principais organizações.

Para o especialista Elemar Júnior, fundador da eximia.co e consultor de empresas como Nubank, B3 e Banco do Brasil, a transformação é estrutural. Ele afirma que o modelo tradicional de gestão, com base em pessoas, processos e tecnologia, está dando lugar a um “quarto vértice”: os agentes. Na estrutura proposta por Elemar, os agentes são entidades que realizam funções e interagem com humanos como parte da equipe, criando uma nova hierarquia de geração de valor: primeiro as pessoas, depois os agentes, os processos e, por último, a tecnologia de apoio.

A revolução agêntica também indica o fim do modelo tradicional de softwares complexos, o SaaS (Software as a Service). De acordo com a visão de líderes como Satya Nadella, CEO da Microsoft, o mercado se encaminha para a “web agêntica”, onde a navegação por vários painéis é trocada pela linguagem natural. Na prática, a eximia.co já trabalha com essa ideia por meio da “Márcia”, um agente que administra desde o marketing até o controle financeiro. Essa automação intensa, de acordo com a McKinsey, pode economizar até 30% do tempo de gestores, acabando com a carga de tarefas manuais e repetitivas.

No entanto, mesmo com o ganho de produtividade, há um limite ético que separa a execução da responsabilidade. Estudos do MIT destacam que, embora a Inteligência Artificial possa fazer até 90% da parte técnica de um processo, a questão ética e moral continua sendo humana. A tecnologia melhora a execução, mas a governança e a decisão final sobre as consequências de ações automatizadas não podem ser passadas para algoritmos, o que exige que os líderes mantenham o controle estratégico e normativo sobre o ambiente digital.

Com mais de três décadas de experiência, começando na programação aos 13 anos, Elemar Júnior ressalta que o desafio atual das empresas não é o acesso ao código, mas a administração dessa estrutura híbrida. Como mentor de executivos e referência na comunidade técnica internacional, ele usa a eximia.co para colocar em prática o conceito de “AI First”, combinando engenharia de alto desempenho com estratégia de negócios. O objetivo é fazer com que a tecnologia não seja um fim por si só, mas um meio para fortalecer o talento criativo e a visão estratégica que somente o capital humano tem.

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