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IA muda de fase: por que o Brasil adota mais rápido que a Europa

Executivo do setor de tecnologia diz que empresas brasileiras testam e implementam IA mais depressa que concorrentes europeias

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IA muda de fase: por que o Brasil adota mais rápido que a Europa

O uso da inteligência artificial por empresas brasileiras avança em ritmo mais acelerado do que o observado em parte da Europa, segundo artigo publicado por Dhiogo Corrêa, cofundador e diretor de tecnologia da Draiven, nos veículos Monitor do Mercado e Aqua Electrical, em 27 e 28 de agosto de 2026. Para ele, a diferença não está em pesquisa ou infraestrutura, mas na disposição de testar e colocar soluções em operação.

O texto argumenta que a Europa, apesar de ser vista como referência em inovação, tem adotado a tecnologia com mais cautela. O motivo estaria em exigências regulatórias, na preocupação com soberania de dados e no receio de depender de provedores de nuvem e de modelos de IA americanos ou chineses.

Segundo o autor, essa cautela leva empresas europeias a priorizar infraestrutura totalmente local, da hospedagem em nuvem aos próprios modelos de inteligência artificial usados nos sistemas. A exigência, escreve ele, é compreensível como estratégia de autonomia tecnológica, mas tende a deixar o processo de adoção mais lento.

Por que empresas brasileiras avançam mais rápido

De acordo com Corrêa, companhias no Brasil já estão conectando dados internos, automatizando análises e usando IA para apoiar decisões de negócio, enquanto parte do mercado europeu ainda debate as condições ideais para começar a usar a tecnologia. Ele reforça que isso não indica superioridade técnica brasileira, e sim maior agilidade para experimentar e validar ferramentas antes de adotá-las em larga escala.

O autor pondera, porém, que essa vantagem tende a diminuir com o tempo. Segundo ele, o mercado europeu já reconhece a necessidade de acelerar a adoção e vive um momento de mais investimento e incentivo ao fortalecimento do próprio ecossistema tecnológico.

Dados corporativos como próxima fronteira da IA

Um dos pontos centrais do artigo é a forma como a inteligência artificial se relaciona com os dados das empresas. Segundo Corrêa, o mercado já avançou bastante em ferramentas que extraem informações de documentos, PDFs e conteúdos sem estrutura definida. O espaço que ainda falta preencher, na visão dele, é o de soluções capazes de unir diferentes sistemas corporativos, como ERPs e CRMs, e transformar dados espalhados em uma camada única de inteligência para apoiar decisões.

Para o executivo, essa integração é uma das próximas grandes oportunidades de negócio ligadas à IA. Ele defende que o valor da tecnologia deixará de estar apenas na sofisticação dos modelos e passará a depender cada vez mais da qualidade do contexto de dados ao qual esses modelos têm acesso. Um modelo avançado, segundo ele, tem pouca utilidade prática se não compreende a realidade específica da empresa que o utiliza.

Computação quântica aparece como tema de observação futura

O artigo também cita a computação quântica, tecnologia que utiliza princípios da física quântica para realizar cálculos muito mais complexos do que os computadores tradicionais conseguem processar hoje. Corrêa afirma que aplicações em larga escala ainda estão distantes da realidade, mas que os avanços recentes na área sinalizam o início de uma nova etapa na capacidade computacional disponível para empresas e pesquisadores.

As duas publicações não trazem números, pesquisas ou estudos que quantifiquem a diferença de velocidade de adoção entre Brasil e Europa. O conteúdo reflete a opinião do autor, formada a partir de sua atuação no setor, e não cita fontes adicionais, dados de mercado ou declarações de outros especialistas.

O que muda na prática para empresas no Brasil

O artigo não aponta uma ferramenta, produto ou política pública específica lançada no Brasil: é uma análise de tendência sobre o comportamento do mercado nacional diante da inteligência artificial. Por isso, não há recurso novo para o leitor testar ou baixar, tampouco anúncio de investimento formalizado por governo ou empresa citado no texto.

Para gestores e empresas que acompanham o tema, o ponto prático que fica é o alerta sobre governança e qualidade dos dados internos. Se a vantagem brasileira, segundo o autor, está na velocidade de experimentação, o próximo passo natural é investir em organizar e conectar as bases de dados já existentes, já que isso tende a determinar quais empresas conseguem transformar o uso de IA em decisões de negócio mais eficientes daqui para frente. Ainda não há indicação, nas fontes, de prazo ou política concreta que formalize esse movimento no país.

Fontes consultadas

Mais sobre isso: o acervo de entretenimento e a editoria de casa da Rumo.

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