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SP assina contrato de R$ 2,5 bi para travessias hídricas

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SP assina contrato de R$ 2,5 bi para travessias hídricas
Governo de São Paulo assina contrato da PPP de travessias hídricas

O governo de São Paulo assinou o contrato da parceria público-privada (PPP) do sistema de travessias hídricas com o consórcio AcquaVias SP Travessias SPE S.A. A concessão, válida por 20 anos, prevê R$ 2,5 bilhões em investimentos para renovar a infraestrutura, os terminais e a frota que atende o litoral, a Grande São Paulo e o Vale do Paraíba.

O leilão foi realizado em 13 de novembro de 2025. A AcquaVias SP/Internacional Marítima venceu a disputa ao oferecer desconto de 12,60% sobre a contraprestação pública anual, estimada em R$ 413 milhões.

O consórcio é formado por BK Consultoria e Serviços, Internacional Marítima, Rodonave Navegações, Zetta Infraestrutura e Participações S.A. e Innovia Soluções Inteligentes.

Ao todo, o projeto contempla 14 travessias hídricas, responsáveis pelo transporte de cerca de 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos por ano. A operação ficará sob regulação da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

A PPP prevê a aquisição de 45 novas embarcações, entre modelos elétricos, híbridos e de baixo consumo. A iniciativa é conduzida pelas secretarias de Parcerias em Investimentos e de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

No litoral, serão contempladas as travessias São Sebastião-Ilhabela, Santos-Vicente de Carvalho, Santos-Guarujá, Bertioga-Guarujá, Cananéia-Continente, Cananéia-Ilha Comprida, Cananéia-Ariri e Iguape-Juréia. Na Grande São Paulo, o pacote inclui Bororé-Grajaú, Taquacetuba-Bororé e João Basso-Taquacetuba. No Vale do Paraíba, serão atendidas as travessias de Porto Paraitinga, Porto Varginha e Porto Natividade da Serra.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, afirmou que as gratuidades e isenções tarifárias das balsas serão mantidas. “A política tarifária permanecerá a mesma porque o sistema é deficitário. Por isso, precisa de uma contraprestação do Estado para garantir a qualidade do serviço”, disse.

Nilson Tales Guimarães
Nilson Tales Guimarães

Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30…