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Roubos em ônibus do DF caem 52% com fim do dinheiro

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Roubos em ônibus do DF caem 52% com fim do dinheiro
abrigos de ônibus

Os roubos em transporte coletivo no Distrito Federal caíram 52% em 2025. Foram 111 ocorrências contra 230 no ano anterior, segundo o 2º Anuário de Segurança Pública do DF. A redução acumulada chega a 96% em uma década, entre 2016 e 2025. Quinze regiões administrativas não tiveram nenhum caso registrado.

O secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, atribuiu os resultados a um conjunto de medidas. Entre elas, o uso de tecnologia e inteligência policial para identificar quadrilhas especializadas em furtos e roubos de celulares nos ônibus. “Buscamos identificar quadrilhas que antes atuavam em furtos e roubos dentro dos ônibus. O objetivo é evitar principalmente furtos e roubos de celulares, muitas vezes praticados por grupos organizados, inclusive com uso de armas brancas”, explicou.

Uma das iniciativas foi a extinção do pagamento da tarifa em dinheiro nos ônibus, implementada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) a partir de 2024. Antes, cerca de 29% das passagens eram pagas em espécie. Agora, o sistema é 100% digital, com tarifas cobradas exclusivamente por cartões de transporte, cartões bancários ou benefícios de gratuidade para idosos, pessoas com deficiência (PCD) e pessoas com lei especial (PLE).

A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) atua em cooperação com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF). Todos os ônibus e terminais rodoviários são monitorados por câmeras. As imagens são usadas na apuração de ocorrências. Avanços como identificação facial permitem uma resposta mais rápida a suspeitos com mandado de prisão.

Patury disse que o trabalho continua para reduzir ainda mais os índices e diminuir a sensação de insegurança da população. Ele também incentivou a integração de câmeras residenciais ao sistema DF 360, acessível pelo site oficial, para ampliar a capacidade de identificação de criminosos.

O impacto positivo é sentido por motoristas e usuários. Wemerson Guimarães, motorista com 14 anos de experiência, relatou situações de risco no passado, incluindo assaltos com arma de fogo. Ele destacou melhorias com a retirada do dinheiro e a informatização do sistema. “A retirada do dinheiro a bordo dos veículos trouxe uma sensação maior de segurança e ajudou a diminuir os índices de assaltos”, afirmou.

Usuários também percebem as mudanças. A diarista Rosa de Sousa, de 51 anos, moradora de Água Quente, disse que o uso do cartão facilitou sua rotina e que não ouve mais relatos de assaltos nos ônibus. “Com certeza, hoje é mais tranquilo. A gente não fica mais com aquele medo de alguém entrar no ônibus para assaltar”, completou.

O aposentado Edson dos Santos, de 65 anos, residente no Areal, corroborou: “Durante esse tempo, nunca presenciei nada dentro dos ônibus. É tranquilo rodar pelo DF”.

Com informações da Agência Brasília.

Nilson Tales Guimarães
Nilson Tales Guimarães

Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30…