Deltan Dallagnol cogita lançar esposa ao Senado se for barrado
O ex-procurador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo-PR) afirmou que pode colocar sua esposa, Fernanda Dallagnol, em seu lugar para concorrer ao Senado pelo Paraná caso tenha sua candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral. Em entrevista ao podcast A Tia Pod, ele disse que o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (Novo), é outra opção para disputar a vaga.
“Se eles me tirarem antes da eleição, eu vou colocar no meu lugar ou o Paulo Martins ou a minha esposa. São duas possibilidades. Ou o Paulo Martins, que é alguém que eu gosto, bom, ponta firme, fantástico, ou a minha esposa, ela não quer. Eu acho que eu não vou conseguir convencer ela, mas seria uma possibilidade simplesmente para dizer: ‘O sistema não vai vencer, o sistema não vai vencer e a gente vai estar lá representado’”, afirmou.
Ele disse, no entanto, que parte do pressuposto de que confia que a Justiça Eleitoral vai validar sua candidatura.
Fernanda Dallagnol é advogada, empresária e embaixadora do movimento Mulheres pelo Novo Paraná, ligado ao partido. Nas eleições municipais, ela foi cogitada para a prefeitura ou vice-prefeitura de Curitiba ou para uma cadeira de vereadora na Câmara Municipal, mas acabou não concorrendo a nenhum cargo.
Dallagnol teve o mandato de deputado federal cassado em 2023 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na Lei da Ficha Limpa. A decisão ocorreu por ele ter pedido exoneração do Ministério Público Federal (MPF) enquanto respondia a 15 procedimentos administrativos. Ele não foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral, mas sua situação pode ser questionada por adversários.
Eleito deputado federal em 2022, Dallagnol teve a candidatura cassada pelo TSE em maio de 2023. A Corte Eleitoral interpretou que ele pediu exoneração do cargo no MPF com antecedência para evitar que procedimentos administrativos abertos contra ele avançassem no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e burlar as regras de inelegibilidade.