A Casa Branca acusou nesta quinta-feira (23) empresas chinesas de roubarem “em escala industrial” modelos de inteligência artificial dos Estados Unidos. O governo americano afirma ter provas do uso indevido da técnica de destilação para copiar modelos, enquanto as empresas chinesas negam irregularidades.
O assessor tecnológico da Casa Branca, Michael Kratsios, declarou na rede X que “os Estados Unidos dispõem de provas de que entidades estrangeiras, principalmente na China, realizam campanhas de destilação em escala industrial para roubar a IA americana”.
A destilação é uma técnica que treina um modelo de IA a partir das respostas de outro para copiar suas capacidades. Essa prática é legal desde que haja autorização prévia.
No fim de fevereiro, a empresa Anthropic acusou as companhias chinesas DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax de criarem mais de 24 mil contas fraudulentas para gerar mais de 16 milhões de interações com seu modelo Claude. O objetivo seria reconstruir o funcionamento do sistema e treinar seus próprios modelos.
Em 12 de fevereiro, a OpenAI enviou um memorando ao Congresso dos EUA acusando a DeepSeek de copiar clandestinamente seus modelos de IA.
Kratsios acrescentou que essas entidades estrangeiras utilizam dezenas de milhares de contas proxy para evitar detecção. Ele afirmou com ironia que “as entidades estrangeiras que constroem sobre bases tão frágeis devem ter pouca confiança na integridade e na confiabilidade dos modelos que produzem”.
As acusações ocorrem em meio à crescente rivalidade tecnológica entre Estados Unidos e China, especialmente no campo da inteligência artificial, considerado estratégico para ambas as nações.
