Edição Domingo, 24 de Maio de 2026

OAB-SP repudia fala de procurador sobre Deolane e PCC

A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) manifestou repúdio às declarações do procurador-geral de Justiça do estado, que associou a atuação de advogados à facção criminosa PCC...

A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) manifestou repúdio às declarações do procurador-geral de Justiça do estado, que associou a atuação de advogados à facção criminosa PCC durante a prisão da influenciadora Deolane Bezerra. A entidade classificou a fala como generalizada e prejudicial à classe.

Em nota oficial, a OAB-SP afirmou que a declaração do procurador-geral é grave e atinge todos os profissionais da advocacia, que exercem um direito constitucional de defesa. A entidade destacou que não se pode rotular advogados como integrantes de organizações criminosas apenas por representarem clientes investigados.

A polêmica teve início após o procurador-geral comentar sobre a prisão de Deolane Bezerra, ocorrida em uma operação contra lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Na ocasião, ele teria mencionado a presença de “advogados do PCC” no caso, o que gerou reação imediata da OAB.

A OAB-SP informou que adotará as medidas cabíveis para garantir o respeito à profissão. A entidade também reforçou que a defesa técnica é um direito de qualquer cidadão e que os advogados não podem ser estigmatizados por cumprirem seu dever profissional.

A Justiça de São Paulo, por sua vez, negou o pedido de liberdade de Deolane Bezerra, mantendo a influenciadora presa. A decisão foi tomada após análise dos argumentos da defesa, que ainda pode recorrer.

O caso também repercutiu no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa o impacto da prisão preventiva em situações similares. A discussão envolve os limites da atuação policial e os direitos dos investigados.

A fala do procurador-geral gerou um debate sobre a relação entre a advocacia e o combate ao crime organizado. Para a OAB, a generalização pode comprometer a imparcialidade e o direito de defesa, pilares do Estado Democrático de Direito.

Compartilhar
Twitter Facebook WhatsApp Email