Edição Sábado, 02 de Maio de 2026

Brasil sofre nas laterais: legado de Cafu e Roberto Carlos

Em 1958, no caminho para o primeiro dos cinco títulos mundiais do Brasil, uma jogada de Nilton Santos contra a Áustria marcou época. Zagallo, então ponta-esquerda, lembrou do lance em...

Em 1958, no caminho para o primeiro dos cinco títulos mundiais do Brasil, uma jogada de Nilton Santos contra a Áustria marcou época. Zagallo, então ponta-esquerda, lembrou do lance em 2013. “Ele arrancou para o ataque, e eu gritei: ‘Vai em frente que eu fico no seu lugar’”, disse Zagallo. O técnico Vicente Feola se desesperou, mas aplaudiu quando Nilton surpreendeu a defesa e fez o gol. “A partir dali, os laterais nunca mais jogaram do mesmo jeito.”

Desde então, a seleção brasileira teve grandes nomes na posição. Em 1958 e 1962, Djalma Santos e Nilton Santos eram os titulares. Em 1970, o gol mais bonito do time foi de Carlos Alberto. Em 1994, o título contou com um chute de Branco e um cruzamento de Jorginho. Em 2002, a dupla era Cafu e Roberto Carlos.

Em 2026, na busca pelo hexa, os laterais não têm o mesmo nível. O técnico Carlo Ancelotti admite a escassez. A situação ficou mais difícil com a lesão do zagueiro Éder Militão, de 28 anos, que atuava improvisado na direita. Ele passou por cirurgia na coxa esquerda e está fora da Copa.

As alternativas também são improvisadas. Wesley, 22, surgiu como lateral direito, mas joga na Roma como ala esquerdo. Danilo, 34, foi lateral, mas hoje é zagueiro reserva no Flamengo. Ancelotti já confirmou Danilo na lista de 26 jogadores. “Danilo é um jogador muito importante, não só em campo. É seguro que estará na lista final porque eu gosto dele”, disse o italiano.

Além desses, o treinador convocou Vanderson, 24, do Monaco, que se recupera de lesão; Paulo Henrique, 29, do Vasco; Vitinho, 26, do Botafogo; e Ibañez, 27, zagueiro do Al Ahli, que pode ser adaptado. Na esquerda, os escolhidos devem ser Alex Sandro, 35, do Flamengo, e Douglas Santos, 32, do Zenit. Ancelotti também demonstrou confiança em Caio Henrique, 28, do Monaco, outro em recuperação.

Testou ainda Carlos Augusto, da Inter de Milão, Luciano Juba, do Bahia, e Kaiki, do Cruzeiro. Há pedidos por Matheus Bidu, do Corinthians, mas é improvável levar alguém sem experiência na seleção. A prioridade será dada a jogadores defensivamente sólidos, capazes de iniciar contragolpes para atacantes como Vinicius Junior. O pôster do hexa, se vier, pode ter Douglas Santos, e não Djalma Santos ou Nilton Santos.

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