Notícias

Flávio Bolsonaro diz sofrer ‘guerra psicológica’ na campanha

2 min de leitura
Flávio Bolsonaro diz sofrer 'guerra psicológica' na campanha
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira (6) que enfrenta uma “guerra psicológica” em sua campanha por causa de especulações sobre possíveis escândalos. O presidenciável sofre desgaste desde maio, quando foi revelado que ele pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.

Em entrevista ao podcast Market Makers, o candidato negou que vá desistir da corrida presidencial e descartou abrir espaço para outro nome da direita. “Estão nos punindo pelo que pode acontecer no futuro, algo que ninguém sabe. Posso garantir que não há nada de errado da minha parte”, afirmou.

A economista Daniella Marques, cotada para ser vice na chapa, também participou da entrevista. Ela disse que, em um Estado democrático de Direito, cabe ao acusador apresentar provas e criticou o que chamou de uma sequência de suposições contra o senador.

Sobre a relação com Vorcaro, controlador do Banco Master, Flávio afirmou que o contato aconteceu apenas para buscar investidores privados para o filme “Dark Horse”, sobre a vida de Bolsonaro. Ele disse ainda que apoiou pedidos de investigação contra o banco por acreditar que não havia irregularidades.

O candidato voltou a acusar, sem apresentar provas, integrantes do governo Lula de favorecer o Master em negociações com o Banco Central. Ele citou que Lula teria defendido segurar a venda do banco até a troca na presidência da instituição.

Daniella Marques afirmou que Vorcaro mantinha contatos com vários agentes do mercado financeiro e do Judiciário. Segundo ela, o empresário “fez negócio com todo mundo na Faria Lima” e não tinha proximidade com Flávio.

Em maio, o site The Intercept Brasil revelou que Flávio pediu dinheiro a Vorcaro em 2025 para o filme. Ao menos R$ 61 milhões foram pagos. O caso virou inquérito na Polícia Federal.

Na entrevista, o candidato também citou denúncias de que organizações criminosas, como Comando Vermelho e PCC, estariam usando corretoras ligadas a empresas da Faria Lima para lavar dinheiro. Ele criticou a falta de controle dessas empresas. “Que mundo é esse em que pessoas não querem fazer um esforço para melhorar seus mecanismos de controle?”, questionou.

Flávio também atacou o governo federal ao afirmar, sem provas, que pessoas ligadas ao PCC e a esquemas de fraude no INSS teriam influência no Palácio do Planalto.

Nilson Tales Guimarães
Nilson Tales Guimarães

Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30…