Uma pastora brasileira chamou Nossa Senhora Aparecida de demônio durante uma participação em podcast. O caso envolve Thalita Lemos, que se descreve como “demonologista” e tem um ministério online com cerca de 70 mil seguidores.
Ela fez a declaração em um programa de entretenimento sobrenatural, que trata de assuntos como fantasmas e tabuleiro Ouija. Em sua fala, ela colocou a padroeira do Brasil em uma lista de entidades que considera infernais.
A afirmação foi feita de forma direta, com uso de microfone e câmera, sem caráter metafórico ou de debate teológico. A Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte, é a segunda maior basílica católica do mundo em capacidade.
O Brasil tem aproximadamente 120 milhões de católicos. A declaração da pastora gerou uma reação imediata nas redes sociais, com organização de denúncias em massa contra seu perfil.
Especialistas em direito começaram a discutir a configuração de crime de intolerância religiosa. No Brasil, esse tipo de crime é tipificado e pode resultar em pena de um a três anos de reclusão.
Enquanto isso, Thalita Lemos não se manifestou publicamente. Seu perfil nas redes sociais permanece no ar e seu número de seguidores se manteve.
Críticos ao ato afirmam que não se trata de um debate teológico, mas de oportunismo. Eles apontam que a pastora monetiza conteúdos sobre medo espiritual e exorcismo, e que a escolha do alvo seria uma tentativa de aumentar o engajamento.
A reação nas redes pede que as pessoas denunciem o perfil e compartilhem o vídeo com o contexto completo. A expectativa é que o processo jurídico siga seu curso.
Nossa Senhora Aparecida é a padroeira do Brasil há séculos. A basílica em sua homenagem é um dos principais locais de peregrinação do país, recebendo milhões de fiéis anualmente.
A legislação brasileira sobre intolerância religiosa tem como objetivo proteger o livre exercício dos cultos religiosos. A aplicação da lei neste caso específico dependerá de uma análise jurídica das declarações feitas.
