Soluções criativas têm sido valorizadas no ambiente de trabalho e podem beneficiar a competitividade e a longevidade da empresa.

    Desenvolver soluções criativas para diferentes questões é uma habilidade que pode beneficiar a competitividade e a manutenção de uma empresa no mercado. A capacidade tem sido altamente valorizada no ambiente de trabalho, junto ao exercício estratégico e à ampliação do pensamento crítico dos membros das equipes.

    Segundo a pesquisa Future of Jobs Report, realizada pelo Fórum Econômico Mundial, a criatividade é uma das dez habilidades mais relevantes para o mercado de trabalho. O estudo mostra a importância de colaboradores capazes de encontrar soluções que sejam originais, pensar de forma criativa e contribuir com perspectivas diferentes para os desafios a serem superados pelas empresas.

    Estabelecer uma cultura de inovação é uma das formas de incentivar e valorizar a criatividade nas organizações. Isso porque esse encorajamento abre portas para novas ideias, o que pode contribuir para que as companhias se destaquem em suas áreas. 

    Nesse sentido, algumas ferramentas, como o brainstorm e o starbursting, podem auxiliar para que as inovações sejam alcançadas em grupo ou individualmente. O primeiro termo significa tempestade de ideias e trata-se de uma técnica popular de pensamento criativo. O processo é feito a partir do compartilhamento livre de ideias, o que favorece a criação de soluções e insights relacionados a diversos temas.

    Já o starbursting é uma técnica de brainstorming mais robusta. Tem como objetivo principal fazer com que os participantes elaborem perguntas de maneira sistemática e compreensiva, ao invés de fornecerem respostas imediatas ao problema que estão buscando solucionar. O ideal é que a técnica seja aplicada quando o grupo já conhece a questão ou o produto central.

    Para que o objetivo do brainstorm ou do starbursting seja alcançado, é preciso que haja pluralidade das ideias compartilhadas. Isso quer dizer que elas devem ser realmente livres de críticas, já que podem ser o ponto de partida para uma solução que venha a fazer mais sentido ao longo da discussão.

    Prezar para que o exercício seja livre, todavia, não significa que ele não deva ter métodos e objetivos. Desde o início, é importante que os participantes tenham em mente qual é o problema que pretendem solucionar para que, assim, a melhor estratégia seja adotada. 

    Benefícios e resultados do starbursting

    Como a técnica é concentrada em perguntas, ao invés de respostas, há o incentivo para que a equipe pense e examine a questão estudada sob diferentes ângulos, fazendo com que haja uma maior compreensão dos aspectos abordados. Em outras palavras, são perguntadas questões profundas para que as soluções e as respostas sejam igualmente aprofundadas.

    Além disso, o método contribui de forma significativa para o estabelecimento da colaboração e do trabalho conjunto entre membros da equipe. Com isso, é capaz de gerar soluções criativas e eficientes, que podem ser aplicadas imediatamente ou guardadas para produtos futuros.

    Como aplicar o starbursting na prática?

    Para que a aplicação do starbursting seja bem-sucedida, é preciso levar em consideração algumas dicas e regras. Para começar, toda a equipe deve estar preparada para a sessão, portanto, é necessário que a reunião seja agendada previamente e avisada de seu caráter e objetivo. Assim, os profissionais podem pesquisar e se preparar para alimentar a criatividade e a discussão.

    Depois, para que a dinâmica flua, o ambiente deve ser confortável e descontraído. Os participantes devem se sentir acolhidos e à vontade na hora de manifestarem suas ideias, sem julgamentos por parte de outros membros. A escolha de um líder ou facilitador nesses encontros é recomendada para que a sessão seja orientada e mantida no caminho certo, evitando que os profissionais se dispersem.

    Em seguida, para que a reunião seja produtiva, é importante definir um tempo a ser gasto nas discussões. Para aplicar a técnica do starbursting, a equipe deve começar analisando uma questão ou problema a ser solucionado. A partir daí, é o momento de distribuir visualmente os elementos do processo. No centro do símbolo da estrela, aparece a questão principal, e as suas seis pontas devem fazer referência a perguntas como: quem? O quê? Quando? Onde? Por quê? Como?

    Estas perguntas ajudam a explorar de forma mais sistemática as soluções disponíveis para o problema. Por exemplo: como esse serviço pode sanar a dor do meu cliente? Quando ele será lançado? Quem deve estar envolvido no processo de criação? Entre outros questionamentos. Dessa forma, a ideia é reunir o máximo de informações para que decisões sejam tomadas.

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