O pai do homem preso por se passar por médico em São Paulo também exerceu a profissão ilegalmente, segundo a polícia. As investigações apontam que ele atuava sem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e realizava procedimentos médicos sem autorização.
De acordo com as autoridades, o falso médico, que já estava detido, teria aprendido a prática com o próprio pai. A polícia encontrou indícios de que o pai também atendia pacientes em um hospital particular da região, onde o filho foi flagrado exercendo a medicina ilegalmente.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo em que o falso médico aplica uma injeção em uma mulher na rua, em Mogi das Cruzes. As imagens mostram o homem realizando o procedimento sem qualquer equipamento adequado ou supervisão profissional.
A polícia informou que ambos os envolvidos serão indiciados por exercício ilegal da medicina e outros crimes relacionados. As investigações continuam para apurar se há mais vítimas ou outros envolvidos na prática ilegal.
O hospital particular onde os falsos médicos atuavam afirmou que não sabia da situação e que está colaborando com as investigações. A unidade de saúde informou que revisará seus procedimentos de contratação para evitar novos casos.
O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) também foi acionado e acompanha o caso. A entidade reforçou a importância de verificar o registro profissional dos médicos antes de qualquer atendimento.
As autoridades orientam a população a denunciar qualquer suspeita de exercício ilegal da medicina. A prática coloca em risco a saúde e a vida dos pacientes, que podem sofrer consequências graves por procedimentos feitos por pessoas não habilitadas.
