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Kataib Hezbollah vai libertar jornalista americana no Iraque

Kataib Hezbollah vai libertar jornalista americana no Iraque

A milícia Kataib Hezbollah, que reivindicou a responsabilidade pelo sequestro da jornalista Shelly Kittleson no Iraque, informou nesta terça-feira, 07, que vai libertá-la.

Kittleson precisa deixar o Iraque imediatamente após ser solta, de acordo com um comunicado do grupo xiita. A declaração foi feita pelo porta-voz de segurança do grupo, Abu Mujahid al-Assaf, e não deu uma data para a liberação.

“Em reconhecimento das posições nacionais do primeiro-ministro que está deixando o cargo, decidimos libertar a ré americana Shelly Kittleson, sob a condição de que ela deixe o país imediatamente”, disse o comunicado.

Autoridades do Iraque e dos Estados Unidos ainda não comentaram o anúncio. Antes disso, o governo americano havia dito que Kittleson foi alertada sobre ameaças antes de ser sequestrada.

A promessa de soltura acontece exatamente uma semana após o crime. Ela foi levada por um grupo de homens enquanto caminhava em uma rua de Bagdá no dia 31 de março.

O Kataib Hezbollah é um grupo ligado ao Irã e já realizou outros sequestros de estrangeiros. A milícia foi formada em 2003 e foi classificada como organização terrorista pelos Estados Unidos em 2009.

Relembre o caso

Shelly Kittleson estava em Bagdá quando foi levada por desconhecidos em um carro. O Ministério do Interior do Iraque afirmou que montou uma operação para encontrá-la e que um suspeito foi preso após bater com o carro durante a fuga. A jornalista, no entanto, estava em outro veículo com outros criminosos.

O sequestro ocorreu na região central da capital iraquiana. Conforme o Al-Monitor, Kittleson foi capturada perto do Baghdad Hotel, na rua Saadoun, em Bagdá.

A jornalista havia tido a entrada no país barrada ao tentar cruzar a fronteira da Síria com o Iraque no dia 9 de março.

A informação foi passada pelo conselheiro do primeiro-ministro, Hussei Alawi, à agência de notícias Associated Press. Segundo ele, a recusa aconteceu porque Shelly não tinha um visto de trabalho e devido a “preocupações de segurança” ligadas às tensões entre EUA e Irã.

Pouco depois de ser barrada, a repórter conseguiu entrar no Iraque com um visto temporário de 60 dias. Esse tipo de visto é concedido a cidadãos de países vizinhos que precisam transitar pelo território iraquiano em rotas de transporte entre nações.

Shelly estava hospedada em um hotel no centro de Bagdá. Ela entrou no Iraque “poucos dias antes” de ser sequestrada, de acordo com Alawi.

A repórter atua há anos cobrindo o Oriente Médio. Seu perfil profissional no X a descreve como uma jornalista premiada que cobre o Oriente Médio e o Afeganistão para veículos como BBC, Al-Monitor e Foreign Policy. O próprio Al-Monitor a apresenta como uma repórter baseada em Bagdá.

A situação de jornalistas estrangeiros em zonas de conflito permanece complexa. A libertação anunciada pelo grupo segue um padrão observado em episódios anteriores, onde a soltura é condicionada à saída imediata do país. A agência Associated Press foi uma das fontes primárias para a cobertura dos desdobramentos deste caso, fornecendo detalhes sobre as tentativas de entrada da jornalista no Iraque. O percurso de Shelly Kittleson, desde a recusa na fronteira síria até o sequestro em Bagdá, ilustra os desafios de mobilidade e segurança para correspondentes internacionais na região.

Sobre o autor: Nilson Tales Guimarães

Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Revista Rumo e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.

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