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Petróleo ultrapassa US$ 110 com prazo de Trump para Irã

O preço do petróleo subiu nas primeiras horas de negociação do pregão desta terça-feira, 7. A data marca o fim do prazo estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para um acordo sobre a guerra no Irã.

Às 23h50 (horário de Brasília), o barril Brent, referência global, estava em alta de 1,28%, negociado a US$ 111,18. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, subia 2,30% no mesmo horário, cotado a US$ 115. Os dois contratos fecharam em alta na segunda-feira, 6.

O prazo de Trump para que um acordo seja alcançado acaba às 21h (horário de Brasília). Depois de diversos ultimatos estendidos, o republicano afirma que agora o prazo é final e não negociável.

Os rivais estudam propostas para encerrar as hostilidades, mas sinais dados por ambos os lados não sugerem que um acordo será fácil. Enquanto isso, o mercado, já abalado após cinco semanas de conflito no Oriente Médio, está em estado de espera.

“Os traders mais intrépidos podem fazer uma aposta em uma direção ou outra. Outros vão procurar proteger o risco ou ficar totalmente de fora. Mas não há muito que os participantes do mercado possam realmente fazer além de esperar para ver”, disse Kyle Rodda, analista sênior de mercados da Capital.com.

O Irã disse que queria um fim duradouro para a guerra, em vez de um cessar-fogo temporário, e resistiu à pressão para reabrir o estreito de Hormuz. Por esse estreito passa cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo e gás natural.

O país afirmou ainda que a guerra continuará até quando for preciso. O Irã ofereceu aos EUA dez pontos para negociar. A lista inclui um acordo para o uso de Hormuz, o fim das sanções econômicas ao país e provisões para sua reconstrução.

Trump alertou que o Irã poderia ser “eliminado” se não cumprisse seu prazo para um acordo. Ele prometeu destruir usinas de energia e pontes iranianas. Israel também voltou a fazer um ataque a instalações próximas do maior campo de gás do mundo, que Teerã divide com Doha no golfo Pérsico.

Segundo o site e veículos como as agências Reuters e Associated Press, o centro do debate é o mesmo que embasou o acordo de 2015. A ideia é trocar a renúncia à bomba atômica pelo fim de sanções.

Mas os entraves seguem os mesmos que levaram Trump a deixar o acordo em 2018. Os iranianos não abrem mão de manter capacidade de processamento e enriquecimento de urânio, o que deixa a porta aberta para violações futuras.

Nas primeiras horas de negociação, os índices asiáticos operavam em diversas direções. O movimento ocorria em meio à espera pelos próximos passos da guerra no Oriente Médio. Às 23h40, o Nikkei do Japão caía 0,17%, e a Bolsa de Xangai tinha alta de 0,46%. O Kospi, da Coreia do Sul, subia 0,27%.

Os futuros de ações dos EUA recuavam 0,55%, após avanços no fechamento da véspera. Os futuros europeus apontavam para uma abertura em alta após os mercados terem ficado fechados por feriados na sexta-feira e na segunda.

O ouro caía 0,30% no mesmo horário, a US$ 4.671,05. A instabilidade geopolítica costuma afetar os preços de commodities como petróleo e ouro, que são vistos como ativos de refúgio em tempos de crise. As movimentações dos mercados financeiros globais permanecem atentas a qualquer novidade sobre o conflito.

Sobre o autor: Nilson Tales Guimarães

Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Revista Rumo e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.

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