A campanha nacional de vacinação contra a gripe começou no sábado (28), com prioridade para idosos, crianças e gestantes. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alerta que a temporada de influenza nas Américas pode começar mais cedo e ter maior impacto em 2026.
Por isso, pessoas fora do público prioritário que desejarem se vacinar podem recorrer à rede privada, que já disponibiliza o imunizante para a população a partir de seis meses de idade.
O principal fator que motivou o alerta da Opas foi a antecipação da circulação da gripe no Hemisfério Norte. Lá, a atividade começou antes do inverno e vem sendo impulsionada pelo vírus influenza A (H3N2).
Na rede privada, o preço da vacina tetravalente varia conforme a clínica, a região e o tipo de imunizante. De acordo com a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC), os valores costumam partir de cerca de R$ 90. Em alguns casos, o custo pode ultrapassar R$ 180.
As clínicas privadas adquirem as doses diretamente de laboratórios fabricantes, que não divulgam o total de vacinas disponível no mercado.
Os preços também podem mudar de acordo com o tipo de serviço oferecido pela clínica. Atendimento diferenciado e emissão de certificados de vacinação são alguns exemplos. Em farmácias, o custo tende a ser mais baixo, devido à grande quantidade de estabelecimentos.
Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam mais de 14 mil registros de síndrome respiratória aguda grave neste ano. A influenza está entre os principais vírus associados aos casos mais graves da doença.
A vacina da gripe é reformulada anualmente para combater as cepas do vírus que mais circularam no hemisfério sul. A versão tetravalente oferecida na rede privada protege contra quatro tipos de vírus: dois da linhagem A e dois da B. A proteção leva cerca de duas semanas para ficar completa após a aplicação.
Especialistas em saúde pública reforçam que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos pela influenza. A cobertura vacinal ajuda a reduzir a pressão sobre os sistemas de saúde, especialmente durante o outono e inverno, quando há um aumento natural nas doenças respiratórias.
