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Influenciador é condenado a pagar R$ 100 mil por incentivar rachas

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Influenciador é condenado a pagar R$ 100 mil por incentivar rachas
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O influenciador digital Maykon Santos foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos. A decisão, em segunda instância, foi divulgada no fim de julho e se refere à divulgação de vídeos que, segundo a Justiça, incentivavam rachas, colisões e outras infrações de trânsito em Peruíbe, no litoral paulista. A sentença também proíbe o criador de conteúdo de convocar ou estimular, por qualquer meio, eventos que envolvam direção perigosa em vias públicas. A defesa informou que vai recorrer.

A ação foi movida pela Prefeitura de Peruíbe em 2024. O município alegou que o influenciador usava as redes sociais para promover encontros com manobras arriscadas e acidentes entre veículos, colocando em risco moradores, turistas e motoristas. De acordo com o processo, as publicações tinham potencial para ampliar a audiência e a monetização dos perfis. A prefeitura também levantou suspeitas de que os conteúdos estariam ligados à venda irregular de rifas de veículos, o que foi negado pela defesa.

A relatora do caso, desembargadora Flora Tossi Silva, entendeu que as postagens incentivavam comportamentos capazes de colocar em risco a integridade física de terceiros. Segundo a prefeitura, as gravações eram feitas principalmente na alta temporada, quando a cidade recebe mais visitantes. Isso aumentava a procura por serviços de saúde e segurança pública por causa das ocorrências de trânsito.

Nos autos, Maykon Santos afirmou que apenas registrava momentos de lazer com amigos e que não há provas de que tenha organizado ou convocado eventos ilegais. Ele também negou ter usado as redes para promover rifas. Em nota, o advogado Celso Varella disse que a condenação não tem respaldo nas provas, pois não foi demonstrado que o cliente incentivou ou organizou práticas ilícitas.

Nilson Tales Guimarães
Nilson Tales Guimarães

Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30…