Delúbio Soares nega resgate de imagem em candidatura
Ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, 70 anos, afirmou que sua pré-candidatura a deputado federal em 2026 não tem o objetivo de resgatar sua imagem após os escândalos do mensalão e da Lava Jato. Preso duas vezes, ele nega que o retorno à política seja uma tentativa de reabilitação pessoal.
“Não estamos voltando para ter resgate de nada. É porque há uma necessidade de ampliar a bancada do PT”, disse Delúbio em entrevista. Ele também confirmou que outros condenados no mensalão, como o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado João Paulo Cunha, tentarão vagas na Câmara dos Deputados.
Delúbio defendeu sua inocência durante a conversa e chamou o mensalão de “ação penal 470”, número do processo no STF. Para ele, a denúncia foi o início de uma perseguição política ao PT. Ele admite a existência de caixa dois em campanhas, mas nega o pagamento de mesada a deputados.
O ex-tesoureiro foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa no mensalão e cumpriu mais de dois anos de pena. Em 2018, foi condenado pela Lava Jato a seis anos por empréstimos fraudulentos, mas a sentença foi anulada pelo STJ em 2023.
Delúbio afirma que não guarda mágoas de sua expulsão do PT, partido que ajudou a fundar, e diz que o retorno às urnas é uma forma de ajudar o presidente Lula a governar. Ele defende pautas como energia, transporte e educação, e propõe a criação de um fundo soberano para a educação básica.
O ex-tesoureiro também comentou sobre a dificuldade de negociar com o Congresso, dizendo que os deputados votam de acordo com os interesses de quem os elegeu. Ele acredita que a reeleição de Lula é vital para o país e defende que a vitória ocorra no primeiro turno.
Delúbio Soares é professor e metalúrgico, foi um dos fundadores do PT e tesoureiro do partido. Ele é pré-candidato a deputado federal pelo PT em Goiás.