Notícias

Ana Paula Renault atrai fãs eufóricos em painel no SP2B

3 min de leitura
Ana Paula Renault atrai fãs eufóricos em painel no SP2B
img 7399

A vencedora do Big Brother Brasil, Ana Paula Renault, atraiu uma multidão de fãs eufóricos para sua mesa no SP2B nesta sexta. No palco Bespoke, a ex-BBB foi recebida com gritos do público antes mesmo do início do bate-papo. Fãs da jornalista formaram uma longa fila horas antes para garantir bons lugares.

Renault conversou com quatro empreendedores da moda: Daniela Lima, da Nega Lora Acessórios; Julia Maria, da Ser’Tão Encantado; Cristiano Bronzatto, da Louloux Shoes; e Juliana Detilio, da Fitlegs. O papo mostrou como cada um aumentou as vendas e o número de seguidores após a participação e a onda de sucesso de Renault no reality.

Bronzatto contou que um sapato de sua marca esgotou depois que a jornalista arremessou o modelo em outro participante durante o programa. Outras peças viralizaram sem precisar de briga, como um lenço da Ser’Tão Encantado que a “sister” usava no reality.

“A Globo pôs um holofote em cima de todos nós, eu me incluo”, disse Renault. “Mas se não fossem o talento e o trabalho muito árduo que vocês sempre praticaram, nada teria ido para frente ou alcançado esses números maravilhosos que vocês conseguiram.”

“Estou vestindo todas as marcas que vão estar aqui”, anunciou a ex-BBB ao pisar no palco. Ela também relembrou apelidos que ganhou dos “brothers”, como “bruxa” e “feiticeira”, além das brigas que a consagraram como ícone da edição.

Relações humanas e geração Z

Mais cedo, a psicanalista Carol Tilkian, colunista do jornal, participou de um bate-papo com Juliana Sawaia, cientista e consultora, e Carol Romano, uma das fundadoras da Futuro. No espaço Beginning, elas conversaram sobre as relações humanas na era contemporânea, abordando trabalho, amor e o vício em telas.

“A gente está se relacionando menos. As pessoas querem relações, mas não querem se relacionar”, afirmou Tilkian. “Existe um medo de não ser bom o suficiente para o outro, seja para um parceiro romântico, familiar ou de trabalho. Estão trazendo a lógica produtiva para as relações pessoais.”

A psicanalista disse que “em uma época de canetinhas emagrecedoras, as pessoas também não querem pesar as relações”. Ou seja, evitam desabafar sobre insatisfações, o que pode gerar problemas a longo prazo. Segundo ela, o vício em telas piora o cenário, pois aumenta a comparação constante e dificulta a concentração até em conversas com quem amamos.

No horário de almoço, um debate sobre a relação da geração Z com o mercado de trabalho lotou o espaço Beyond. No palco estavam Mari Galindo, autora de “GenZ: A Geração Não Óbvia” e fundadora da Nice House, e Felipe Zanucci, executivo do LinkedIn. O painel tratou dos estereótipos associados aos nascidos entre 1995 e 2010.

Desde que parte dessa geração começou a trabalhar, se popularizou a ideia de que ela seria arrogante e preguiçosa. A percepção, no entanto, surge devido a um choque geracional sobre o que é negociável, segundo Galindo. A escritora afirmou que, ao contrário de gerações anteriores, a Z tende a adaptar seu esforço profissional de acordo com o contexto. “‘Vestir a camisa da empresa’ ganhando salário mínimo? Não, se o salário é mínimo, o esforço vai ser mínimo também.”

Ela explicou que essa geração costuma migrar de emprego com frequência porque não vê a permanência como sinônimo de sucesso. O mesmo vale para a maneira como os jovens veem cargos de liderança, que não são o principal objetivo deles. Outros fatores têm mais peso, como reconhecimento e remuneração.

“A geração Z quer pagar as contas, não que o trabalho seja o centro da vida dela”, disse a escritora. Ela também enfatizou que muitos estereótipos são reducionistas, por ignorarem as individualidades e a desigualdade social. “No Brasil, muita gente nem tem a opção de não trabalhar. Nas periferias, tem quem começa a ajudar em casa com nove anos. Mais de 25% da população brasileira é ‘gen Z’. Não dá para generalizar.”

O SP2B acontece todos os dias até 16 de agosto, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Os ingressos custam a partir de R$ 320, pelo site ticketmaster.com.br, com programação completa em sp2b.com.br.

Nilson Tales Guimarães
Nilson Tales Guimarães

Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30…