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TCDF obriga recomposição de R$ 60,7 milhões do Fundo de Cultura

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TCDF obriga recomposição de R$ 60,7 milhões do Fundo de Cultura
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O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) acatou, por unanimidade, uma representação do deputado distrital Gabriel Magno (PT). A representação apontou irregularidades na gestão orçamentária do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) no exercício de 2025.

Uma instrução técnica do tribunal detalhou que o fundo acumulou um passivo de recomposição de R$ 60,7 milhões. Esse valor é resultado da soma de duas parcelas: os repasses mínimos não cumpridos entre 2017 e 2024, que somam R$ 20,5 milhões, e o cancelamento de restos a pagar não processados no período de 2022 a 2024, que totalizam R$ 40,2 milhões.

O relatório também apontou que a dotação orçamentária atualizada para 2025 ficou R$ 30,1 milhões abaixo do valor exigido por lei.

“Desde o início de nosso mandato vimos denunciando problemas graves na gestão do FAC. Agora, com a decisão do TCDF, esperamos que essa situação mude”, afirmou o parlamentar.

Outro ponto técnico questionado foi a metodologia de aplicação da Desvinculação de Receitas. Segundo o tribunal, essa aplicação gerou um efeito em cascata que superou o teto legal permitido para esse mecanismo.

Em sua defesa, a Secretaria de Cultura do Distrito Federal alegou limitações operacionais. Entre os problemas citados estão o déficit de servidores na carreira de Atividades Culturais, a complexidade dos processos de seleção e o aumento no volume de inscrições nos editais do fundo.

Nilson Tales Guimarães
Nilson Tales Guimarães

Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30…