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Mãe é condenada por abandonar bebê de 16 dias em casa

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Mãe é condenada por abandonar bebê de 16 dias em casa
Foto: Arquivo/Agência Brasil

A Justiça de São Paulo condenou uma mulher de 34 anos a três anos, um mês e dez dias de prisão em regime semiaberto pelo crime de abandono de incapaz. A decisão é resultado de um caso ocorrido em outubro de 2025, em Sertãozinho, quando a acusada deixou sozinha a filha recém-nascida, que tinha apenas 16 dias de vida.

Segundo informações do processo, a mulher teria passado parte do dia em um bar consumindo bebidas alcoólicas enquanto carregava a bebê nos braços. Em determinado momento, ela retornou para casa, deixou a criança desacompanhada e voltou ao estabelecimento, expondo a recém-nascida a uma situação de risco.

A ocorrência chegou ao conhecimento da Guarda Municipal por meio de denúncias feitas por testemunhas. Ao se deslocarem até o endereço indicado, os agentes receberam relatos de que a mulher tentava deixar o local. Ela foi encontrada na entrada da residência apresentando sinais de embriaguez e comportamento alterado, enquanto a bebê permanecia sozinha em um dos cômodos da casa.

Diante da situação, a mulher foi presa em flagrante. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso e realizou o acolhimento da criança, que foi encaminhada para um abrigo. A condenação reconheceu que a conduta colocou em risco a integridade da recém-nascida, resultando na responsabilização criminal da mãe pelo abandono.

Casos de abandono de incapaz são tratados com rigor pela legislação brasileira. O crime está previsto no artigo 133 do Código Penal e prevê pena de detenção de seis meses a três anos para quem abandona pessoa que está sob seus cuidados. Quando a vítima é menor de 18 anos, a pena pode ser aumentada. A condenação da mulher em Sertãozinho reforça a responsabilidade dos pais na proteção dos filhos, especialmente nos primeiros dias de vida, quando os cuidados são mais intensos.

Nilson Tales Guimarães
Nilson Tales Guimarães

Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30…